quinta-feira, 16 de março de 2023

ESPERANÇA




ESPERANÇA


"Havia luz vinda da gruta de Belém"
Aditando esperança ao novo ano,
Celebravam o Natal e também
O dia de Reis em ambiente palaciano;

Imperando as atitudes honradas,
A linguagem devota e mui animação,
Nomeadamente, poemas cantados
De letras populares, de coração;

Seguros que todos as ouviam
E na presente mensagem de Cristo, advém
O típico ritual versado; sorriam
Crédulos que todos as ouviam

Denotando orgulho no que contém
As quadras das Janeiras, que rimam!
"Havia luz vinda da gruta de Belém."

© Ró Mar | 01/2022

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

LISBOA


Fotografia de Ró Mar


LISBOA


Lisboa tem vida e Graça
Pelos bairros típicos
Sempre houve dança e arruaça
E por ela tudo passa
No algoritmo dos ricos!

Lisboa tem tradição
Pelo fado e muito mais
Sempre houve arte com paixão
E por ela o coração
Da Graça nos arraiais!

Ró Mar | 6/08/2022

sexta-feira, 29 de julho de 2022

AMORA




AMORA


Quero ter amor silvestre
Para me adoçar a boca
Com a merenda campestre
Toalha no chão da época -
Amora - dança do ventre!

Baila no meu céu da boca -
Amora - a tua canção
De versos que me põe louca
Abraçando-me à paixão
De provar fruta da época!

© Ró Mar | 24/06/2022

"AMANHECER COM LUZ VERDE"


Fotografia de Ró Mar


"AMANHECER COM LUZ VERDE"


"Amanhecer com luz verde"
É novo dia em aberto...
Na vida nada se perde
E na mudança m' acerto!...

Minha veste d' esperança
Nalgum planeta que s' herde
Calcetando aventurança...
"Amanhecer com luz verde."

"Amanhecer com luz verde"
É um sonho de todos...
Neste mar que se me perde
Lanço os melhores fluídos;

As Meninas do oceano -
Puras esmeraldas verde...
A harmonia do meu piano...
"Amanhecer com luz verde."

Ró Mar | 5/07/2022

SOL DO MEIO-DIA




SOL DO MEIO-DIA



Neste inverno, que me ladeia,
Agasalho a alma de azul
E sorrio para a candeia
Que me alumia norte a sul...

Sol do meio-dia, afeição
De coração para vos dar
força airosa à ocasião,
Que me incita a volver, sonhar...

Campos floridos, arco-íris
Que me prende ao gargalhar
Da nuvem que vós coloris
Com rasgados laços de amar.

Neste inverno (do meu rosto)
Não careço de pó de arroz;
O nosso Sol fez o mosto
Que me realça noutra voz!

Ró Mar | 23/07/2022

"A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano."
(Victor Hugo)

QUÃO INSIGNIFICANTES SOMOS!




QUÃO INSIGNIFICANTES SOMOS!


"Não deixo de admirar e respeito ter"
É o dever pra com a mãe natureza!
Preservar nossas raízes e agradecer
O sobrenatural de enorme beleza;

Perceber quão insignificantes somos
Perante tal grandeza e saber sustentar
Os sonhos vivendo a riqueza que herdámos,
Sem nunca descurar a forma de estar.

Deste grande mistério somos senhores
De pensar e agir orientando o destino,
Contudo devemos de olhar aos criadores...

Têm o dom de educar por desatino,
Longa é a caminhada e com dissabores,
Quando atento ressurge a luz do divino!

Ró Mar | 24/07/2022

Rosa A. Domingos: "Não deixo de admirar e respeito ter"

MENSAGEM NATUREZA | Grupo Literário - Wise Winds-Ventos Sábios de Ruth Collaço

quarta-feira, 20 de julho de 2022

"CUIDADO COM O CALOR!"


"CUIDADO COM O CALOR!"


O termómetro a subir...
Não há sítio de frescor
Nem quem possa acudir!
“Cuidado com o calor!”

“Cuidado com o calor!”
Líquidos p'ra hidratar...
Prevenção é o melhor
Quando o Sol vem a matar!

“Cuidado com o calor!”
Quer no campo quer na praia
Cautela com o fervor...
Só gelado e papaia!

Não há como aguentar
Este suplicio Senhor...
Só de molho a refrescar!
“Cuidado com o calor!”

Ró Mar | 10/07/2022

Mote de Custódio Montes: “Cuidado com o calor”

PUZZLE




PUZZLE


Vou construir um puzzle
Sem grande quebra-cabeça!
Ainda que a poesia seja enigma
Há sempre certo paradigma;
A Musa abona qualquer charada
Para desanuviar a cabeça.

© Ró Mar 

I

"Vou construir um puzzle"
À medida do meu coração
E aconchegado o vou fazer
Com o que me traz prazer:
A poesia dum dia de calor,
Lamechices da paixão!

II

"Sem grande quebra-cabeça"
Vou compor uma canção;
Pedaço a pedaço completo
O espaço vazio e secreto;
Que possa apaziguar a dor
Nas minhas mãos de afeição!

III

"Ainda que a poesia seja enigma"
Eu vou ser habilidosa
E tecer bem os cordelinhos
Para colar todos os bocadinhos;
Que se enlacem uns nos outros
De forma bastante airosa!

IV

"Há sempre certo paradigma"
Na vida e com essa desdita
E dois palmos de testa
Vou fazer uma breve sesta;
Que tão bem me fazia
Para melhorar minha escrita!

V

"A Musa abona qualquer charada,"
Por mais impossível que pareça
Não há que temer ousar;
Se não colar cacos e adoçar
Este motor descompassado
Faz com que algo esqueça!...

VI

"Para desanuviar a cabeça"
Não há mesmo nada melhor
Que exercitar outras cousas
Como: traçar nas lousas
Grifando aquelas parcelas,
Que nos sabem dar amor.

© Ró Mar | 2022/01/29

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A CANTADEIRA LAROCA


Fotografia de Ró Mar


A CANTADEIRA LAROCA


Quando trina uma guitarra
Há fado de boca em boca
E com música se troca
O passo e a beijoca agarra
A cantadeira laroca!

Quando com alma soletra
O ladrilho da ladeira
Na voz dessa cantadeira
Há brio de letra em letra
E amor para a vida inteira!

© Ró Mar | 17/06/2022

sábado, 11 de junho de 2022

TRONOS DE SANTO ANTÓNIO


Fotografia de Ró Mar


TRONOS DE SANTO ANTÓNIO


Lisboa tem tradição
Pelas ruas e vielas
O cheiro a manjericão
E das sardinhas capelas;

Há grinaldas de flores,
Lanternas, balões e mais
Feitos de papel de cores
Garridas prós arraiais.

Lisboa tem património
Pelas montras e janelas
Tronos de Santo António
Chamariz prá ginga delas;

Há caldo verde, bifanas
Chouriço assado e vinho
Que engorda as trezenas
Do seu Santo Antoninho.

Lisboa menina do Tejo,
Sete saias a marchar,
Lava as vistas no cortejo
A António e vê-se casar;

Há andores e tambores,
Seda e chita colorida
P'ra conquistar amores
E saudade à despedida.

Lisboa tem arte e oficio
Pelos bairros típicos,
O fado honra o solstício
De verão com namoricos;

Há alegria e multidões
Pelos Santos populares
E Amália nas canções
A avistar todos os altares.

© Ró Mar | 11/06/2022

quarta-feira, 1 de junho de 2022

AOS SANTOS POPULARES


Fotografia de Ró Mar


AOS SANTOS POPULARES


Chegado o mês de Junho
Há alegria nos olhares
E quadras que rascunho
Aos Santos populares.

Nas ruas há animação
E não faltam manjericos
P'ra entoar no coração
A música dos bailaricos!

António de Lisboa,
Meu Santo milagroso,
Casai a rapariga boa
Com um moço bondoso!

São João, lá do Porto,
Trazei-nos vinho prá boda
E verão p'ra conforto
Do luar de roda em roda!

E, cansados de dançar
Que nos valha São Pedro
Para a fogueira saltar
Até à sombra do cedro!

A chave, entre o arvoredo,
Duma casa caiada
De branco, de manhã cedo,
Para ser nossa morada.

Nas casinhas há harmonia
E não faltam manjericos
P'ra dar à janela poesia
De cheirinho a namoricos!

No fim do mês de Junho
Há alegria nos olhares
E quadras que rascunho
Aos Santos populares.

© Ró Mar | 01/06/2022

segunda-feira, 30 de maio de 2022

NOSSO TEMPO




NOSSO TEMPO


Pois, com o passar do tempo
Evoluímos aprendendo
A lidar com o contratempo
E o abstrato vivendo
Sempre a tempo de atempo;

Somos fruto do tempo,
De todos os tempos possíveis -
Concreto, passatempo
Abstrato - todos hábeis
De viver nosso tempo.

© Ró Mar | 30/05/2022

domingo, 29 de maio de 2022

AGUARELA DO MEU SER




AGUARELA DO MEU SER


Um pedaço de céu aqui,
Uma casinha verdinha,
O Sol em frente à cozinha
Foi tudo o que a Deus pedi
E na aguarela vivi!

Se vivi ou sonhei viver
Na tela que imaginei
Não sei, mas, idealizei
E vivi todo o meu crer!
Aguarela do meu ser.

© Ró Mar | 29/05/2022

quinta-feira, 12 de maio de 2022

MAIO


Fotografia de Ró Mar

MAIO


Maio é um mês multifacetado
Caracterizado por cheiros, cores
E um luar de clima temperado,
Que faz a delicia de todos os amores.

Duma beleza mística e tão natural
Que faz o sonho avançar destemido
E o milagre acontecer monumental,
Tal e qual Nossa Senhora havia dito!

Maio é o meu mês e de todo o Universo
E quer-se florido p'ra espalhar bons ares
Dia-a-dia e trazer a alegria que verso!

O sonho traz a vida aos lugares
E a estrela guia ilumina o berço
Abençoado p'lo doce embalar.

© Ró Mar | 12/05/2022

segunda-feira, 9 de maio de 2022

MINHA ROSA




MINHA ROSA


Minha Rosa formosa e perfumada
Porque te conceberam com espinhos?
És a flor que ri e chora compassada
Com a vida, que surpreende caminhos.

Senhora e dona duma delicada escolha,
Menina que floresce em qualquer jardim,
Se teu porte fosse apenas de quem olha
A vida era um mar de rosas sem fim!

Minha Rosa doce, o espinho protetor,
Duas faces como o Sol e a Lua, assim
Quis Deus pró justo e pecador!

Enquanto estimada parece festim!
Sabe-se bem porquê: lapidada a dor
Como se fosse pedra preciosa, enfim!

© Ró Mar | 08/05/2022

domingo, 1 de maio de 2022

NAVEGANTE MOMENTÂNEO!




NAVEGANTE MOMENTÂNEO!


Aquele olhar esmeralda
Navegante aflorou o meu
Pensamento, quanto o seu
Zanzar! Minh' alma desfralda
Naquele Mar Egeu!

Verão que se declarava,
O apogeu mediterrâneo
À mercê dum conterrâneo,
Ondeado que espelhava
Navegante momentâneo!

© Ró Mar | 1/05/2022

MÃE



© Ró Mar

sábado, 30 de abril de 2022

MAIO



© Ró Mar

NASCER EM MAIO




NASCER EM MAIO


Nascer em Maio é vida
Plena duma primavera
Fresca, amorosa e florida,
Natureza que paquera!

A preciosa atmosfera
Cortesia da divindade
E daquela que nos gera
Com toda a espontaneidade!

Nascer em Maio é dom
Que cresce no coração
Dia a dia com o mesmo som
Daquele berço de união!

O luar mais-que-sereno
E cinco estrelas no olhar;
Alma bolina, ar ameno
De quem quer sempre sonhar!

Nascer em Maio é obra
De arte e circunstância,
Que levou muita mão de obra,
Comtemplemos a fragância!

© Ró Mar | 1/05/2022