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quinta-feira, 16 de março de 2023

ESPERANÇA




ESPERANÇA


"Havia luz vinda da gruta de Belém"
Aditando esperança ao novo ano,
Celebravam o Natal e também
O dia de Reis em ambiente palaciano;

Imperando as atitudes honradas,
A linguagem devota e mui animação,
Nomeadamente, poemas cantados
De letras populares, de coração;

Seguros que todos as ouviam
E na presente mensagem de Cristo, advém
O típico ritual versado; sorriam
Crédulos que todos as ouviam

Denotando orgulho no que contém
As quadras das Janeiras, que rimam!
"Havia luz vinda da gruta de Belém."

© Ró Mar | 01/2022

sexta-feira, 29 de julho de 2022

QUÃO INSIGNIFICANTES SOMOS!




QUÃO INSIGNIFICANTES SOMOS!


"Não deixo de admirar e respeito ter"
É o dever pra com a mãe natureza!
Preservar nossas raízes e agradecer
O sobrenatural de enorme beleza;

Perceber quão insignificantes somos
Perante tal grandeza e saber sustentar
Os sonhos vivendo a riqueza que herdámos,
Sem nunca descurar a forma de estar.

Deste grande mistério somos senhores
De pensar e agir orientando o destino,
Contudo devemos de olhar aos criadores...

Têm o dom de educar por desatino,
Longa é a caminhada e com dissabores,
Quando atento ressurge a luz do divino!

Ró Mar | 24/07/2022

Rosa A. Domingos: "Não deixo de admirar e respeito ter"

MENSAGEM NATUREZA | Grupo Literário - Wise Winds-Ventos Sábios de Ruth Collaço

quinta-feira, 12 de maio de 2022

MAIO


Fotografia de Ró Mar

MAIO


Maio é um mês multifacetado
Caracterizado por cheiros, cores
E um luar de clima temperado,
Que faz a delicia de todos os amores.

Duma beleza mística e tão natural
Que faz o sonho avançar destemido
E o milagre acontecer monumental,
Tal e qual Nossa Senhora havia dito!

Maio é o meu mês e de todo o Universo
E quer-se florido p'ra espalhar bons ares
Dia-a-dia e trazer a alegria que verso!

O sonho traz a vida aos lugares
E a estrela guia ilumina o berço
Abençoado p'lo doce embalar.

© Ró Mar | 12/05/2022

segunda-feira, 9 de maio de 2022

MINHA ROSA




MINHA ROSA


Minha Rosa formosa e perfumada
Porque te conceberam com espinhos?
És a flor que ri e chora compassada
Com a vida, que surpreende caminhos.

Senhora e dona duma delicada escolha,
Menina que floresce em qualquer jardim,
Se teu porte fosse apenas de quem olha
A vida era um mar de rosas sem fim!

Minha Rosa doce, o espinho protetor,
Duas faces como o Sol e a Lua, assim
Quis Deus pró justo e pecador!

Enquanto estimada parece festim!
Sabe-se bem porquê: lapidada a dor
Como se fosse pedra preciosa, enfim!

© Ró Mar | 08/05/2022

terça-feira, 19 de abril de 2022

CAFÉ DA MANHÃ


CAFÉ DA MANHÃ


Como viver a vida que ainda me resta
Num mundo de conflito e injustiça,
Como dar a volta ao que não presta
E fazer o universo natura castiça!?

Com fé e esperança no dia de amanhã
Sei que posso viver sempre mais um dia,
Começo por compor o café da manhã,
Quiçá, o meu pensar não seja utopia!

Seja a minha vontade o meu destino,
Alegre bom-dia e mais um dia viver
Sonhando com um mundo de tino!

Se vivo assim sei que vou sobreviver
Às intempéries, sem algum desatino,
De quando em quando sonhar faz crescer!

© Ró Mar | 2022/04/19

DESAFIO PERGUNTA: Como vais viver o resto da vida?
Grupo Literário Wise Winds - Ventos Sabios de Ruth Collaço

quinta-feira, 7 de abril de 2022

AMENDOEIRA EM VERSO




AMENDOEIRA EM VERSO


Primavera chuvosa tem outra vida,
Abril regado, Páscoa abençoada
Pela família, alma alva, renascida,
Mimo da natureza, Flor venturosa.

A timidez do Sol declara paixão,
Que promete ser grandioso amor,
Lê-se nas faces rubras dum coração
De sorriso rasgado, libertador!

Os dias crescem no leito, que cochila
Naquele olhar campestre, níveo-rosa
Desfilando em romaria até à Vila!

Vento frutífero, árvore frondosa,
Celestial, devaneio da pupila,
Amendoeira em verso, maré de prosa!

© Ró Mar | 7/04/2022

terça-feira, 5 de abril de 2022

NA BUSCA DE EQUILIBRIO!




NA BUSCA DE EQUILÍBRIO!


Viver é um constante desafio
P'ra o qual ninguém está preparado
E entre o céu e o mar bravio
Há ventos de todo aprendizado.

Numa incessante labuta vivemos
Do modo que pensamos nos convir,
Mas, nem sempre é certo o que escolhemos
E o destino algum dia há de surgir!

Enquanto se vai pensando na vida
E aprimorando a autoconfiança
O equilíbrio trasvaza a lida!

De ego cuidado há boa vizinhança,
Que nos acode nalguma recaída!
"Depois da tempestade vem a bonança."

© Ró Mar | 2022/04/05

Ditado popular: "Depois da tempestade vem a bonança."

DESAFIO ESPONTÂNEO - PENSAR A VIDA
Grupo Literário Wise Winds - Ventos Sábios de Ruth Collaço

sábado, 5 de março de 2022

IGUALDADE DE DIREITOS




IGUALDADE DE DIREITOS


"Aquando legislados à nascença",
Num leito de inocência sopra vida
Independente da etnia ou qualquer crença
E do género encarregar-se-á a vida!

Crianças que serão os Homens e as Mulheres,
Futuramente, não porque nasçam
Meninos ou Meninas! Ambos têm quereres
E o direito de escolher ir por onde são!

Mas, ainda há a panóplia de preconceitos
E defeitos minando a sociedade
Que se diz ser p'la igualdade de direitos;

Dos quais se destaca a individualidade
Como punição ou consumação! Conceitos
Que tendem a desrespeitar a liberdade!

© Ró Mar | 05/03/2022

Rosa A. Domingos: "Aquando legislados à nascença"

quarta-feira, 2 de março de 2022

MULHERES



MULHERES


 Mulheres de todo o mundo, que lutam 
Pela paz e sofrem as atrocidades
Da desumanidade, que labutam
Pelos seus e com todas as dificuldades;

 Mulheres, que sabem ser mulheres 
E mães com mui valor e são ignoradas,
Muitas espezinhadas, são grãs seres
E deveriam de ser salvaguardadas!

Mulheres, que são subordinadas, 
Descriminadas, seja p'lo que for,
Não podem continuar a ser enganadas!

Mulheres têm direitos, não têm cor!
E, em pleno século vinte e um coitadas
Daquelas que se calam por tanta dor!

© Ró Mar | 03/2022

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O FADO




O FADO


"Dos arquivos da Lusitânia história"
Recordamos dois séculos de cultura
Popular, a arte do fado e sua postura
Mundialmente, os momentos de glória.

Através do espólio dos grandes do fado
E de memórias doutros conflui a grandeza
Da canção lisboeta e guitarra portuguesa,
Dos bairros típicos... Uno Museu do Fado.

A velha e eterna tradição que fruamos
Nas Casas de Fado, a anciã pisada
De arte e talento, que sempre recriamos;

E na Casa de Amália sentimos vida,
Memorizamos sensações, miramos
"A saudade patente bem vincada."

© Ró Mar | 2022/02/07

RAADOMINGOS: "Dos arquivos da Lusitânia história",
                             "A saudade patente bem vincada."

sábado, 5 de fevereiro de 2022

O FADO




O FADO 


De mãos nos bolsos saía o fado 'agasalho'
E de xaile negro vibrava a eximia
Voz de Amália Rodrigues, idolatria
Duma cultura, abertura de atalho...

Considerada a "Rainha do Fado"
E amada por todos, levou a canção
Do seu povo com alma além do coração
Elevando-a como "poesia do fado".

Graças à 'Diva' o 'tradicional' consolida,
Ícone da cultura nacional,
Êxito internacional, canção querida.

Com Amália a Catedral de Portugal,
O apogeu do fado moderno na lida
Do grã Camões e outros, monumental!

© Ró Mar | 2022/02/05

O FADO




O FADO


De Alfredo Marceneiro, o patrício,
Que deu voz à canção e seu glamour,
Vestido a preceito, letra de 'amour'
P'la arte assinada em nome fictício.

Sobe ao palco do Coliseu dos Recreios
Com a Opereta "História do Fado",
Beatriz Costa e Vasco Santana ao lado
Do mestre dos auspiciosos gorjeios.

O nosso "Fabuloso Marceneiro"
Foi a voz da Valentim de Carvalho
E toda a sua vida foi marceneiro;

De boina e lenço de seda, dava valho,
"Ti’ Alfredo" tinha estilo de obreiro,
De mãos nos bolsos saía o fado 'agasalho'.

© Ró Mar | 2022/02/05

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

O FADO




O FADO


Volveu o palco do mundo, deu nas vistas
E pautou história. O fado "clássico"
Fez do triste viver do povo icónico
E em simbiose com o romantismo "cristas".

A exibição em salões da aristocracia
Fez com que ele se tornasse a expressão
Musical portuguesa de tradição
Retratando a saudade, o ciúme e a nostalgia.

Muitos foram os que lhe deram voz
De notar Hermínia Silva, que fez oficio
E nome ao fado "musicado" de todos nós;

Lucília do Carmo, F. Maurício
Entre outros... é de enobrecer a voz
De Alfredo Marceneiro, o patrício.

© Ró Mar | 2022/02/04

"O POEMA..."




"O POEMA..."


"E o som da tua voz me faz sentir…"
Mulher presente em toda a geografia
E é o agora que desejo ver luzir
A quatro mãos numa terna poesia.

Não vejo Musa mais inspiradora
Do que um amor de tez pura e doce
P'ra compor a serena e elevadora
Magia fazendo com o dia se emposse;

Num sorridente estar nossos lábios
Silabando harmonia, dom dos sábios
Qu' invoca a divina expressão ao horizonte.

Não encontro frase mais linda do que a exposta
Através dos sentidos e composta
Por almas gémeas comungando a fonte.

© Ró Mar | 2022/02/04

MEA: "E o som da tua voz me faz sentir…"

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

O FADO




O FADO


"Onde se juntam como sendo família"
Partilhando o social e cultural
Na amena cavaqueira, musical
De cordas afinadas na voz da Ercília;

A "Santa do Fado", atriz de revista,
Que a voz elevou a internacional
Através de discos, rádio local
E digressões por fora, grande artista!

Por terras de França, América e Brasil
Acompanhada de ilustres guitarristas,
Armandinho e Raul Nery, mostrou o brio.

Das casas de fado ao teatro fez conquistas;
Da sétima arte à rádio o fado vadio
Volveu o palco do mundo, deu nas vistas!

© Ró Mar | 2022/02/02

RAADOMINGOS: "Onde se juntam como sendo família"

O FADO




O FADO


"Que vai deixando mais solta e leve a alma"
E o coração apaixonado ao vozeirão
Espelhando os Senhores da criação
Com o imponente brio de vénia e palma.

Nas ruas e vielas, botecos e outros
A gíria fez bairros carismáticos,
Que por nobres infaustos e críticos
Fez do fado ocioso o oficio doutros.

Na festa carnavalesca a essência
D' alma à letra e o vinho português,
Que sempre foi bom por excelência!

Levou-o das ruas ao teatro, ao burguês,
Que à boca cheia lhe deu consistência
P´la valia das precisões do freguês.

© Ró Mar | 2022/02/02

 RAADOMINGOS: "Que vai deixando mais solta e leve a alma"

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

LUA AZUL E PURA




LUA AZUL E PURA


"A noite faz o seu caminho até que nasça a aurora"
E assim nasce novo dia repleto de esperança,
Que nos leva a passear tal como outrora
Numa pluma ao vento sorrindo como criança;

Envoltos na manhã de Sol vivendo o presente
Sem ter que pensar no dia de amanhã
Porque o nosso tempo é agora que se sente
O dia a desabrochar num cheirinho a hortelã;

E num misto de realidade e utopia
Entrelaçamos as mãos e doamo-nos à natura
Que nos nasce, se cresce e nos faz companhia.

Passo a passo construímos o que não satura
A nenhum de nós, libertamo-nos na poesia,
Universo que cede à noite a lua azul e pura.

© Ró Mar | 2022/02/01

MÁRIO MATTA E SILVA: "A noite faz o seu caminho até que nasça a aurora"

O FADO




O FADO


"Se não se desfizer da sina o nó"
Marinheiro que atracou cantadeiras
Ao velho veleiro com brincadeiras,
Boémia e poesia não te sentirás só!

Foram décadas por terra além-mar
Exibindo o peito, espontaneidades
Exorcizando tristeza e saudades
Retratando o quotidiano popular.

Sal que o transformou na mais pura e nobre
Canção, que a todos enche o coração;
Trinado p'lo contemporâneo pobre

E também p'lo rico com precisão!
Que faz com que a poesia se desdobre
P´lo acorde fazendo do fado nação.

© Ró Mar | 2022/02/01

 RAADOMINGOS: "Se não se desfizer da sina o nó"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

"MOVER MONTANHAS"




"MOVER MONTANHAS"


"Tentear-lhes a fome... e até sobrar"
Para procriar fiapos noutra sequência
Expetante que venha a melhorar
O cardápio com dose de paciência.

E, por este labirinto sequiosa
Duma boa prosa escarafuncho
Até aos confins, nada receosa,
Embora se denote o caruncho.

Tenha eu ainda alguns dentes molares
Até ao dia de partir... hei-de sorrir,
Dar dentadas nas côdeas e acenares

Ao universo o uno verso de devir
Num cear coerente de afagares
Saciar famintos de estro... coexistir...

© Ró Mar | 20/01/2022

Mª João Brito de Sousa: "Tentear-lhes a fome... e até sobrar"

"MOVER MONTANHAS"




"MOVER MONTANHAS"


"Nada do que foi escrito é escatológico"
São meros laivos de raízes profundas
Ao vocábulo impugnando o lógico
Da maré, que se adivinha nas fundas!

Assim, esvaziado o pote mágico
Calcorreado vai o pensamento
Ao leme dum desnorte nostálgico
Implorando pelo sentimento.

Quando escasseia a leda inspiração
Desvanece o modo de frasear,
Que só dotados sabem da criação.

Cabe-me mover montanhas p'ra achar
O dom que outrora abria o coração
Num leque emotivo de fascinar!

© Ró Mar | 20/01/2022

Mª João Brito de Sousa: "Nada do que foi escrito é escatológico"