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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

O ENGRAXADOR | "DAR GRAXA"





O ENGRAXADOR | "DAR GRAXA"


Velha profissão, que com o passar dos tempos finou, era uma arte bem sucedida, pois, todo o senhor fazia questão de passar pela  banqueta do engraxador, em plena avenida faziam um brilharete.
Arte que dava valor ao calçado e à personalidade do individuo, o aspecto do sapato era meio caminho andado para uma boa postura na vida.
Os rapazitos, que engraxavam, é que coitados passavam o dia curvados, de cabeça para baixo e  ganhavam uns tostões furados e muitos até andavam descalços, coisas dos velhos tempos! Também as há agora, mas, já há poucos a trabalhar na profissão e os que há são chamados de sapateiros, que também são engraxadores, mas, as condições são outras (lojas), o negócio é mais rentável, para além de fazerem concertos no calçado vendem produtos de manutenção para o mesmo.
Os engraxadores de rua deixaram memórias dos velhos tempos, que nos caiem bem à vista, as ruas estavam apinhadas de gente bem disposta. Eram aos três ou mais em cada rua da baixa lisboeta, naquela altura os senhores andavam de fato e gravata e o sapato era peça fundamental para uma boa impressão e quem vivia mais-ou-menos também ali parava, pois, também queriam fazer boa figura!
De pano no joelho, graxa nas mãos e escova aperaltada para puxar o brilho aos sapatos do freguês, estes artífices ganhavam a vida dia-a-dia,  às vezes até tiravam uma boa gorjeta. 
E o engraxador da fama de "graxista" não se livrava, poliam os sapatos e o senhores ficavam com o ego em grande, por isso se chama de bajulador a alguém que dá graxa, ou seja, sempre que se elogia alguém lá vem o velho pensamento "dar graxa". E é o que nos resta dos inúmeros engraxadores que havia, memórias muito vivas e fotos daquela época (séc. XIX), pois, a moda do calçado foi bastante alterada, adaptando-se a novas realidades, sendo que o sapato desportivo é muito mais prático, tornou-se comum, não requerem graxa, muitos até são laváveis na máquina de lavar roupa, o que veio a tornar cada vez mais esta profissão um biscate de muito pouca monta.
Ainda subsiste a critica à sociedade na expressão "engraxar", embora hoje em dia não se pratique muito. Os tempos mudaram e com eles mudaram as vontades! Os contemporâneos fazem mais criticas do que elogios e quando fazem elogios lá está, está-se mesmo a ver, estão a "dar graxa", esta expressão está ainda muito presente e sem duvida que faz sentido, pois, muitos dizem bem ou fazem algo com a intenção de receber algo em troca, ora se isso não é "dar graxa" é o quê? Poucos são os que têm o sentido apurado para um brilho natural e sabem dar o valor ao que é devido! 
Contudo, dar graxa aos sapatos é algo que devia de ser tão natural como nos velhos tempos e o elogio devia de ser estimado como bem essencial (quando sincero) para proliferar as relações interpessoais.

© Ró Mar | 2020/08/31

domingo, 15 de março de 2020

FLOR DE PRIMAVERA


Imagem: merveille du monde 2


FLOR DE PRIMAVERA


Ah, como gostaria de ter uma primavera a cada dia, poder viver tranquilamente, ter o prazer de sentir a frescura da manhã e encher o coração de amor, contemplando a natureza e também a humanidade, afirmando o gosto pela vida do dia a dia, numa flor de qualquer jardim e de poder observar o seu bem parecer e também o crescer!
Numa época sazonal onde a primavera está prestes a chegar, com temperaturas bem mais agradáveis, tenho esperança que tudo poderá ser diferente e para melhor! Quiçá, a flor tão desejada esteja de pé e firme para continuar a jornada dos dias subsequentes até ser de novo primavera! 
Ah, primavera sejas bem-vinda, embora sem aquele abraço terno de um cumprimento merecido, és tão esperada, desejada e com certeza amada por todos os que em ti se iluminam para viver de alma e coração um universo tão diferente e tão distante! 
Ah, como gostaria de ter mais um sonho e de poder partilha-lo ao teu lado minha Flor de Primavera!

© Ró Mar

terça-feira, 3 de março de 2020

É PRECISO VIVER!


Imagem: Les douceurs de CHLOE


É PRECISO VIVER!


É preciso fazer pausas no quotidiano para respirar o ar puro duma natureza de ser, num gesto de amor, num perfume harmonioso. É preciso [re]aprender a dar e receber! É preciso viver!

© Ró Mar | 2020  

segunda-feira, 2 de março de 2020

AMAR SEM OLHAR A QUEM


Imagem: Merveille du monde 2

AMAR SEM OLHAR A QUEM


Não há vírus mais nocivo que a falta de amor pelo próximo. Amar sem olhar a quem é o ato mais nobre que alguém pode ter. 
Fomentar o equilíbrio e bem-estar da humanidade promovendo a paz no Universo é dever de todos. Todos juntos por uma sociedade salutar, a todos os níveis.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

UM CASO DE AMOR


Imagem: Joli COEUR


UM CASO DE AMOR


Nos teus lábios de veludo soletrarei letra a letra o teu nome (...)

Nunca chegamos a dizer na íntegra por palavras aquilo que sentimos, na verdade sentimos mais do que o que podemos exprimir, não obstante exprimimos por gestos ou atitudes mais do que o que imaginávamos.

Quando amamos... amamos e ponto final. Num terno abraço soletramos letras inimagináveis e poucas são as palavras que proferimos. Preferimos olhar frente a frente e lermos-nos, decifrando-nos e decorando a cor dos olhos, o que num outro dia dará cor às lágrimas, sentimentos tais como: a saudade de ter o tal olhar presente, que simbolicamente reaviva o quanto fomos amantes.

Num caso de amor existe uma panóplia de sílabas a decifrar, que nunca chegarão a ser totalmente desvendadas porque só pode mesmo existir amor-paixão enquanto houver segredos a descobrir. Eis o grande segredo do amor, que muitos de nós deitamos por terra por ter pressa de amar esquecendo o que o amor pode reservar.

Nas nossas línguas há palavras mais felizes do que outras e também há as que pendem para os dois lados, o caso da palavra amor (um caso de amor). Que verbo tão regular e em simultâneo tão complexo, que dá voltas e mais voltas no tempo e permanece imutável! Que sentimento tão intenso, indefinido e infinito que amarra corações e desprende sensações sem nunca revelar o segredo de fazer parar o tempo, nuns supostos ponteiros que determinam a plenitude e equilíbrio de corpo e alma num espaço que tem tanto de lunático que nos leva a ver estrelas onde elas não existem!

No nosso caso, o tempo do amor não tem tempo para as palavras, mas, há um tempo concreto e definido virado para nós, que nos acena de frente... e em frente vamos nós escrevendo uma porção de palavras (umas com nexo outras sem), só para dizer ao mundo que nos amamos (palavras que nunca te disse).

Enquanto for o nosso tempo de amar, é nos teus olhos que meus segredos se tornam amantes e nos teus lábios de veludo soletrarei letra a letra o teu nome (...).

© Ró Mar

O RUIVO


Imagem: EXTA$E

O RUIVO


Quem é quem? O Ruivo de cauda peluda, roliça e altiva, que salta de arbusto em arbusto buscando o sustento e também namorando... roendo, roendo de pinha em pinha dá-nos conta do Pinhal! Ele protege a natureza defendendo o seu alimento: sementes, insetos, frutas e frutos nutritivos (nozes, avelãs).

Por onde anda? Por todo o Universo, em particular, nas zonas de clima temperado, tropical e mediterrâneo, nos bosques, florestas, parques naturais, um pouco por toda a parte, por terra e entre-rios portugueses (Tejo, Minho e Douro), numa quantidade considerável.

O Ruivo é amigo do seu habitat natural, natureza que devemos proteger para dar continuidade à preservação da espécie.

Quem é quem? O ruivo-vermelho, aquele espevitado que vemos a banhos no rio, de nome tão raro quanto ele! A sua vida natural é paisagem incrível [aos olhos de quem sabe apreciar a natureza].

O Ruivo pertence à classe dos mamíferos e tem muita classe, em particular, no bailarico arbóreo, o galã da floresta!
Folhas e galhos é o mote para uma rara poesia, ninho de amor lá bem alto, rente ao céu.

Antes que venha a raposa, agrada-nos ver que há alguém com muito valor por de trás de todas aquelas calorias! Esse alguém é animal de porte pequeno e de grande audácia: o Ruivo, em vias de extinção senão cuidarmos devidamente do ambiente.

Falo de natureza, de ambiente e de um grande senhor o esquilo-vermelho, o Ruivo.

© Ró Mar  

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

NA AZÁFAMA DO CARNAVAL




NA AZÁFAMA DO CARNAVAL


O Carnaval é um alegrete de vida, cheio de cor e emoção, onde há flores naturais e artificiais, adornos, serpentinas, papelotes e muitos mais efeitos coloridos. Há vidas reencarnadas em trajes populares e outras fantasias cheias de cor, trabalhando a palavra do mestre carnavalesco. Há também partidas agradáveis, outras menos (bisnagadas, bombas de mau cheiro, farinha e ovos duma outra culinária).
Entrudo é época de "comer de tudo" (feijoadas, bolas de chouriço e outras carnes), de muita tradição e folia servida num tabuleiro de xadrez preto e branco ornamentado de Rei, Arlequim, Columbina, Pierrot, bobos da corte, peões..., desfilando no centro de vilas e cidades o verde, vermelho e amarelo da bandeira de Portugal, predominando o verde e amarelo do samba (Brasil).
Carnaval é uma festa universal onde reina a sátira e a harmonia das cores numa atitude fantasmagórica. O azul do céu é mote perfeito para uma criação apurada e também palco duma exuberante e colorida chuva de estrelas artificiais, lembrando o arco-íris (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta).
Na azáfama do Carnaval devemos de ter atenção aos excessos, em particular, os de velocidade: conduzir com responsabilidade; atravessar as ruas com prudência. Ter sempre em atenção os sinais emitidos pelos semáforos: vermelho (paragem obrigatória); amarelo (abrandar); e, verde (circular livremente).
E, é circulando livremente que vivemos alegremente! Somente durante três dias, porque é Carnaval: sinónimo de liberdade de expressão. Dando asas à imaginação numa alegre e teatral paleta podemos assim compor uma nova época (de tentações e prazeres), onde os foliões são sobretudo os populares, não perdendo uma para "arreganhar a taxa", pintando máscaras e caretos.

© Ró  Mar

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

[N] A T U R E Z A


Fotografia  de Ró Mar

[N] A T U R E Z A 


Naturalmente na natureza nascemos, nela navegamos normalmente, nomeadamente, nós naturais normais! Notem não nomeamos negativismo, não nos nefasta nostalgia nupcial, noiva nua na numismática, ninfas na neve, nenhuma névoa natural! Nós notamos nódoas negras nas nuvens, noutras naturezas nossas!
Não nos naufraguem num navio neurótico, não negligenciem nossa natura, nós não nadamos num núcleo nocivo! Nada nos neutraliza!
Ninhos nómadas, narcisos na noite, nenúfares nas nádegas nórdicas, noz-moscada no novilho, nozes natalícias, néctar novelesco... nacos nutrientes ninguém nega!
Nossa natureza nívea nivela notoriamente noções nobres, novas normas, nomenclatura nítida! Necessitamos nesgas nas nervuras! Nomeamos nuvens neutras nalgumas nascentes (naturezas necessitadas), numa noção narrável. Neste novo navegar namoremos nossa natureza, não necessariamente na nacionalidade, nem no Neptuno! Nunca nada, nem ninguém notabilizou nêsperas nas nespereiras, nós nunca nos naturalizamos! Notificamos neurónios, nódulos natos, nabos, nabiças, nectarinas,..! Novidades notabilizam na numérica (não negociável), naturalmente na natureza nascem.

© Ró Mar

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

OS JARDINS VERTICAIS ARTIFICIAIS


Fotografia de Ró Mar


"OS JARDINS VERTICAIS ARTIFICIAIS"


Os jardins verticais artificiais foram concebidos para ornamentar e dar vida a espaços públicos e privados que não ofereçam condições necessárias para o cultivo natural.
Existem espalhados por toda à parte do globo terrestre, em Portugal, nomeadamente, na cidade de Lisboa há alguns painéis verticais construídos com plantas artificiais. Porque somos um país de poetas e sonhadores temos sempre espaço para mais um jardim, ainda que seja artificial.
Atualmente, atravessamos o flagelo ambiental, urge ter iniciativas que possam de alguma forma contribuir para a melhoria, ainda que significativa, da atmosfera em que vivemos e da qual dependemos para continuar a viver. Nesta perspetiva justifica-se a criação de mais espaços artificiais em diferentes zonas da cidade.
Os benefícios são evidentes, para além de serem polos atrativos a nível estético tem a qualidade de preservar os recursos naturais (hídricos | energéticos) e de poupar o trabalho de manutenção, assim como, são uma barreira protetora (humidade | calor). Sendo produto do avanço das ciências (química | biologia), de uma industria reciclável, com a componente de arte (design) e inseridos no paradigma economia sustentável (qualidade de vida).
Claro que, como tudo na vida, têm os seus prós e contras! Eu, pessoalmente tenho uma predileção por tudo que é natural e quanto às plantas, árvores, flores... não há nada melhor que senti-las (vivas) e poder usufruir do seu espaço em comunhão com a beleza natural e o cheiro caraterístico de cada uma delas. Mas, considero bastante importante e de ter em atenção o grande problema relacionado com questões ambientais e a escassez de recursos naturais. Por isso, penso que seja uma alternativa viável a implementação de painéis ou outros artificiais, desde que o espaço em questão se coadune com os mesmos e que haja bom senso | equilíbrio estético. Permita-se que haja sempre natureza!

© Ró Mar

sexta-feira, 8 de março de 2019

NO DIA DE HOJE [DIA INTERNACIONAL DA MULHER]


Imagem: Sons Do Silêncio


NO DIA DE HOJE [DIA INTERNACIONAL DA MULHER]


No dia de hoje [Dia Internacional da Mulher] não me parece oportuno referenciar a violência e indiferença de que muitas das mulheres têm sido alvo, ainda assim há uma sombra negra que perpétua os dias e parece que não tem fim! De olhos bem assentes no dia de hoje felicito todas as Mulheres do Universo que têm a coragem e dignidade de se assumir, que não baixam os braços ao quotidiano discriminatório, que em muitos dos casos é de completa indiferença aos seus direitos, quais deveriam ser comuns a qualquer cidadão independente de género!

No dia de hoje [Dia Internacional da Mulher] parece-me óbvio que se comemore com toda a dignidade o avanço de mentalidades, a cultura que tem vindo a ser cada vez mais objectiva no que concerne ao papel da mulher na sociedade. Ainda assim há muito a fazer e parece-me evidente que, como tudo na vida, tem a sua origem! Há que desencadear toda a estrutura para encontrar o crucial, se é que já não foi encontrado e por determinada razão não é corrigido, erro crasso que faz com que a mulher continue em pé de desigualdade!

No dia de hoje [Dia Internacional da Mulher] parece-me de bem não só felicitar esse ser maravilhoso [Mulher] como também pensar no dever de quitá-lo a par de uma economia de mercado, não como uma mercadoria de mais valor, mas sim, como um bem de necessidade, cotando os seus préstimos à sociedade no devido e justo valor. A igualdade e a independência não são somente fruto de avanço cultural, mas também de um plano orçamental funcional!

No dia de hoje [Dia Internacional da Mulher] parece-me normal relembrar que é necessário ajustar a sociedade com una bitola [direitos e deveres iguais para todos, sem excepção]! Enquanto houver diferença e indiferença haverá violência, injustiça, precariedade e uma série de polémica sem fim!

No dia de hoje [Dia Internacional da Mulher] o meu bem haja a todas as Mulheres! 

© Ró Mar

domingo, 28 de outubro de 2018

IN-CONSTANTE CORAÇÃO




IN-CONSTANTE CORAÇÃO



O vento que se abriga no meu caminho 
É de tantas cores… cinzas, azuis, violeta, rosa.
Há dias que sou tempestade
Em maré alta, outros nenúfares nas águas do mar.
A corrente que me abriga é só uma, mas, às vezes 
Desafio-a, soberba vontade…
Por vezes adormeço no silêncio da noite, 
Contemplando os cinzelados das nuvens a oiro e sonho,
Outras vezes salpico uns chuviscos, a saudade do luar.
Mas são tantas as vezes 
Que os meus olhos são labaredas fugazes, 
Sorrisos que se abrem ao mundo, a nascente do sol.
Sou a cada dia uma cor, não pela atmosfera do dia,
Não ligo muito a essas coisas, mas porque me invento.
Sou o que sou e amo ser tantas… ora menina, ora mulher,
Gata-borralheira e também princesa.
Vivo na maré das constelações, quando o sol 
Incide no meu chão é astro, quando o afasto
Sou nuvem, mas, passageira.
Tenho tantas qualidades e uma catrefada
De defeitos, mas a melhor virtude 
É ser In-Constante.
É uma surpresa tão recompensadora acordar 
E viver um dia de cada vez 
Com a certeza que ele é o primeiro e único dia 
Da nossa vida, mesmo que seja de pesadelo, 
Não me é relevante;
As rosas são belas e tantos espinhos e o vento 
Leva as folhas que envelhecem o dia e volta no novo dia
Com outras tantas de aroma a Primavera. 
Sou tantas, e sou feliz assim… é o meu modo de olhar 
A natureza que faz dela mais sóbria.
Estamos no Outono e às vezes
Nem reparo, não porque não o veja, nem quero ver, 
Ver cansa-me os olhos, gosto de sentir a alma a voar 
Firme e leve no espaço como uma folha sem estação.
Sou uma eterna apaixonada…
No casebre ou no castelo 
A alma brilha graças ao In-Constante coração.

© Ró Mar

ERAM OS TEUS OLHOS, NADA MAIS...


Imagem: Anyes Galleani, Open ArtGroup @


ERAM OS TEUS OLHOS, NADA MAIS...



Eram os teus olhos, nada mais... Amei-te… amaste-me, amámos-nos simplesmente pelo fértil imaginário dos nossos olhos e nada mais.

Bebes-te o meu sal, na avidez d’ um rio, percorreste o mar da minha alma, como se ele fosse a única corrente fecunda do Oceano. Cruzámos-nos nos salgados e doces olhares e amámos-nos com toda a ondulação da maré alta. Fomos o desejo, o saciar… o céu das águas vibraram em tonalidades de azuis e verdes, as cores dos nossos pensamentos. Foi um momento único que os olhares castanhos se beijaram no azul e verde de dois corações apaixonados. Chamaste-me Linda, querida, sereia, a mulher mais bela do Oceano, apenas um momento de intenso ardor que flamejou a chama do amor. Eram os teus olhos, nada mais, tudo não passou d’ uma ilusão óptica, o que sentimos foi o reflexo do olhar que se deslumbrou pelo sonho, pelo desejo de amar um ser perfeito, pela avidez do instinto compulsivo. Os nossos olhos castanhos comungaram nas ondas do horizonte em aromas agridoces na mais perfeita harmonia. As nossas íris alargaram-se à volúpia do pensamento e o nosso olhar percorreu a beleza e sensualidade do Universo. Amei-te… amaste-me, amámos-nos simplesmente pelo fértil imaginário dos nossos olhos e nada mais.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

VOCÁBULOS SEM LETRA A


Imagem - Google


Vocábulos sem letra A


No momento que penso o que escrever escrevo sem sentido próprio. Escrever é um exercício óptimo pró cérebro se for livre. Como tudo o que nos rege tem o seu estimulo, exprimindo o sentir ouso compreender o sentido. Escrever é, pois, um premente exercício e monólogo que me quer e eu o quero conhecer melhor! Por isso, escrevo o que escrevo, escrevo simplesmente por escrever, porém, sei que nos sucedemos melhor no projecto de um dizer. Contudo, eu sou isto e isto é o que no meu ver tem que ser porque é genuíno. 
No momento que escrevo sou eu (sem léxico). O que eu escrevo hoje tem um discurso diferente! Que posso eu escrever sem incluir o sentimento!? Princípio dos princípios, vinculo que tenho com o meu querido português!? O verbo que, emerge e quero sempre exprimir, hoje escrevo d´outro modo porque pensei nele em espírito e por isso premeio o céu. Todos os modos têm o seu signo explicito e o que hoje escrevo, sem que pense muito, é dizer que me tem em discurso com o mundo. Hoje, o meu português é diferente, nem sei se é um bom português! Porque, mesmo com muito querer, nem sempre posso escrever o que quero - o "modo" que é muito meu, confidente, querido e que me tem preso pelo universo.
No momento escrevo um conjunto de signos, que nem sei se os pensei, simplesmente escrevo, e provo que posso exprimir o sentimento uno sem o "modo" que me tem no elo de um português pelo universo.
No momento o meu sentimento é muito sentido, é um gesto em movimento que pretende conseguir exprimir todo o sentimento de um eu que me conhece bem e de um mundo que me prende o movimento. Em "modo" de ser e vinculo findo este meu momento e vou indo pelo outro tempo, é possível que busque o céu, um "modo" diferente e sempre idêntico. Em tempos escrevi e presumo que hoje escrevo, por escrever, e que é de longe melhor esquecer o que penso e viver o momento.

© Ró Mar

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

RECICLANDO...


Imagem - Zzig.comunidade


RECICLANDO...


Não podemos, nem devemos, deitar fora o passado.
Há coisas que são eternas e o passado é história, com ou sem graça é história.
Temos um presente, em aberto, que podemos e devemos construir reciclando o passado. Não tendo necessariamente que construir tudo de novo, o que dava uma trabalhadeira e nem sei se chegariam os trezentos e sessenta e cinco dias para ver um futuro promissor. Objetivamente, delinearemos arestas do passado menos bom e reavivaremos os melhores momentos em prol de uma fugaz e pertinente existência que ilumine o presente ao encontro de um futuro satisfatório. 
Reciclar - eis a palavra de ordem para o novo ano que, prestes a começar, nos deixa uma enorme preguiça, pois, não é tarefa fácil seguir os contornos dos dias que se avizinham! 
Reciclemos o ano velho e com essa mais valia começaremos, pouco a pouco, a respirar um novo ar que fará com que subsistam todos os outros dias do ano. Digamos que, podemos juntar o útil ao agradável, dando o beneficio da duvida ao que correu mal e abraçando os projetos viáveis para chegar a bom porto. E, penso que no final do ano teremos de certeza absoluta uma vontade maior de festejar. Pouco a pouco atingiremos metas, mas, nunca descurando o passado, porque o passado é história, com ou sem graça é história.
Um novo ciclo de vida também se pode iniciar através de um processo de reciclagem, basta quereremos e termos vontade de abraçar uma causa nobre, com muita garra e de toda a maneira e feitio. Temos que ter consciência que vivemos em sociedade, fator fundamental para o avanço de qualquer projeto que se digne ter princípios, meio e final feliz. Reciclando...

Ró Mar

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O TEMPO DA FELICIDADE


Imagem - Zzig.comunidade


O TEMPO DA FELICIDADE


Que correria para chegar a tempo ao novo ano!
Todos querem apanhar o comboio da felicidade
por uns poucos tostões e com o mínimo de esforço!
Vão-se atropelando, uns aos outros, sem se aperceberem
que o valor humano tem a maior parcela de felicidade.
São as novas tecnologias e mais umas quantas ciências
encapuçadas duma verdade, que não tem nada de realista,
fundamentada num ideal promissor que supere todas as expetativas.
E, eu aqui falando com os meus botões e pensando acasalar
o espaço num planetário com letras de mui milhões de consciência 
e outras tantas de paciência para tolerar o tempo. 
Tempo que, não tem hora marcada, aconchega o peito num amor 
supremo, tem todo o tempo do mundo.
Que correria para chegar a tempo ao novo ano!
Todos querem apanhar o comboio da felicidade
E eu aqui falando com os meus botões e pensando acasalar
o espaço num planetário com letras de mui milhões de consciência 
e outras tantas de paciência para tolerar o tempo.
Esperando sereno a passagem do ano a um outro que, não conheço
e nem sei se vem por bem! Que, venha a seu tempo e com vontade
de expressar um vento miraculoso, deixe a sensação de arte,
vala a pena correr para apanhar o voo da felicidade!
São os momentos e mais outras quantas saudades
enraizadas duma verdade, que tem teor realista,
fundamentada num presente promissor que supera todas as expetativas.
E, eu aqui falando com os meus botões e contente
nem penso mais num planetário de letras de mui milhões de consciência 
e outras tantas filosofias para tolerar o tempo
porque, sem querer, atingi o tempo da felicidade.
Voo e volto, mais tarde, para contar a minha estadia 
num tempo que não tem hora definida,
nem passagem para um outro ano, tem vida com poesia
que enche o coração dum século de existência humana
porque, sem querer, atingi o tempo da felicidade.

© Ró Mar

sábado, 25 de novembro de 2017

CULTURA DE MASSAS!




CULTURA DE MASSAS!


Se a cultura de massas é o modelo ideal de sociedade a crítica da mesma, sob outra forma de cultura, é considerado um aparte, inteletualismo, que não tem relevância para o mecanismo existente, popularizado, do qual faz parte a maioria.

Mas, afinal o que deveria importar numa sociedade que pretende ascender a nível cultural, a quantidade, os modelos estandardizados, a alta produção e os benefícios económicos que advém, ou a qualidade, a originalidade...!? 

Há uma parte da sociedade que, minoria, pensa de forma diferente, dando primazia à qualidade e à criatividade, mas, têm pouco direito de opinião e assim sujeita a viver a imposição do modelo de sociedade idealista, que premia o consumo, evidente atualmente.

Hoje em dia, troca-se tudo com uma frequência descomunal, tanto os bens de primeira necessidade, como outros objetos, assim como também as pessoas, porque passou de moda ou está aparte da tipologia. Qualquer outra cultura é suplantada à cultura de massas, severamente criticada e até marginalizada. 

Pretende-se uma sociedade homogénea, cujo objetivo é vincular as várias classes, apesar de não descurarem o valor hierárquico, a um bem final comum, ou seja, a uniformização de um determinado meio para atingir um dado objetivo. Como podemos verificar, cada vez mais, a sociedade é generalizada, fruto de uma indústria projetada para as massas e de um sistema idealista económico, onde a cultura no seio da sociedade é o monopólio da expressão cultural!

Uma cultura de massas, padroniza, pretende valorizar a produção e consumo, deixando de lado a arte genuína, o cunho pessoal, o parecer e a escolha individual, de cada um. Não que todos não tenham uma opinião concreta e por vezes discordante, mas, é irrelevante e até se torna ridículo opinar sobre a matéria! Existe sempre dentro da cultura de massas uma intrínseca, quase invisível descriminação, calculável de forma subjetiva. O modelo de sociedade que se considera perfeito, na medida em que contribui para uma igualdade de classes e defesa de todos os deveres e direitos humanos!

Tendo em conta o impato e até os benefícios que a industria cultural, nomeadamente, os mídia, teve na implementação e avanço de novas tecnologias e por sua vez na formação de mentes, a qual atingiu um sucesso inquestionável, não me parece que seja a melhor forma de abordar o assunto menosprezando-a, mas sim, respeitando-a e dando-lhe o devido valor. Digamos que tem bastantes aspetos positivos, nomeadamente, a grande divulgação e novas oportunidades, em particular para uma camada social desprivilegiada, com menos poder económico e recursos educacionais.

Então, direi que cultura é muito mais que cultura de massas, e quando me refiro a cultura estou a englobar todas as classes, fachas etárias e etnias. Na minha condição de humilde ser, vou-me formando no quotidiano com todos os que me rodeiam e através de diversos meios, inclusive, os mídia, com um único objetivo o de aprender e de algum modo, contribuir para a sociedade. 

Entendo por cultura tudo o que exprime conhecimento, arte na sua essência, baseado numa determinada etnia, ou contexto, independente no espaço e no tempo, ou seja, que perpétua e em diversos espaços, pela sua historicidade ou criatividade, o que deverá ser fonte aberta ao espírito critico. Considero que deve existir um certo inteletualismo, o que pode ser considerado menos benéfico à sociedade e até reprimido pela mesma. 

Se todos gostássemos do amarelo o que venderia as outras cores? Confesso que adoro amarelo, mas, se tivesse que conviver todos os dias com ele, acabaria por o achar uma cor enfadonha! Pois é isso mesmo, há que mudar, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", mas, não queiram escravos, dêem margem a opções de escolha! Eu tenho, tal como outro um, uma forma de ver e arquitetar o mundo, que presumo ser diferente, não que seja entendido na área da cultura, mas, tenho opinião própria e não me dou muito bem com os fanatismos!

Cada vez mais, vivemos em sociedades multiculturais, onde há diversas etnias e por sua vez mais raízes culturais, porquê generalizar o que é tão puro e único, o que faz parte de uma educação e cultura, todos deveriam ter o direito a viver consoante a forma própria, natural que os faz realmente seres!? Ah, seria uma mais-valia, pois, para além de aprendermos, ensinarmos e vice-versa, respeitaríamos os diversos géneros culturais, do quotidiano, numa espécie de união e intercâmbio cultural! Não que o não haja, mas, não tão significativo, há uma nítida modelagem ao sistema! E, com o devido respeito, devíamos ter espírito critico, fundamentado, evidentemente, pois, não poderei chamar veículo de cultura a tudo o que exprime opinião contrária porque entende que a seu ver é racional. Há que para além de ser consciente ser formado (educado), assim como também se fazer presente, para evitar a manipulação! 

Concluindo, todos nós somos seres de valores culturais, inquestionável, na medida que não ultrapasse o limite que confere à margem que dá origem à liberdade do outro. Em suma, somos seres de várias culturas, independente de pertencermos ao mesmo território, não devemos generalizar, porque generalizar é tornar banal e banal é algo de abominável que não tem uma pinga de cultura!

Com isto, não quero de forma alguma dar a entender que apoio certos movimentos extremistas, excêntricos, que fazem mais barulho que outra coisa que chamo de falácia, pois, cultura é arte, musica melodiosa e harmoniosa e tem que inevitavelmente contribuir para o bem da sociedade.

Ser diferente numa certa perspetiva, no ponto de vista em que a cultura e a educação estão interligadas, o que digo não aos extremismos, pois, considero formas de exibicionismo e desrespeito pelos valores sócio-culturais, quais não podem, de forma alguma, ser considerados fontes ou veículos de cultura, apelidaria-os de anti-culturais, genes, específicos de uma outra massa.

O que me parece ser relevante e até grandioso, num determinado território é o sentido patriótico, histórico e cultural em simbiose com a criatividade existencial premiando o espírito critico e exaltando os valores de educação, ou seja, privilegiar diferentes culturas! Deixando de ser um modelo estereotipado e passando a uma concepção realista de diversas culturas interligadas e em simultâneo projetáveis, o que certamente conduziria a uma melhor compreensão e aperfeiçoamento dos fenómenos culturais que se vão sucedendo.

© Ró Mar

domingo, 12 de novembro de 2017

A LUZ DE TEU OLHAR


Imagem - Art of God and Nature


A LUZ DE TEU OLHAR


A luz de teu olhar, deixa-me perplexa numa mesura infinita, em que me deleito e descanso, num silêncio profundo. À margem das tuas reais pestanas leio a suavidade do dia, e assim surge a emblemática paisagem pela minha alma, repleta de vida.
Vida que espreguiço pelo teu olhar, a madressilva, e levo comigo a melhor das poesias para cantar pelos beirais de outros dias. 

Minha amada, amante, paixão que me seduz e embala pelo solstício de um amor de cor una a todas as eras.

À noite o dia transborda, pela tua quimera, e meu corpo sente a alquimia que abraça o universo e dá espaço para muitos outros versos, onde a humanidade é senhora de coração azul, tal e qual a luz que tu irradias, e a vida é céu aberto, tal as tuas nobres 'meninas'. 

Cantarei, cantarei a tua mocidade aos quatro cantos do mundo e jamais me cansarei! 

Se te perder de vista sei que vou conseguir continuar o caminho, pois, é tão intenso o meu desejo que não há nada que o faça desfalecer a não ser certo dia que apossará minhas pestanas! Esse, é parte natural a que pertenço e ninguém, nem mesmo tu me podes livrar. Mas, sei que parto feliz, pois, tive o privilégio de prosear contigo e isso ninguém me poderá tirar e levarei comigo para a vida plena, onde tu serás parte de meu olhar pelo mar sereno, décadas de uma perene paixão.

© Ró Mar

domingo, 15 de outubro de 2017

ISTO É QUE É AROMA A ROSA!



Imagem - Aimer la Nature (Love the Nature) 


ISTO É QUE É AROMA A ROSA!


Construa o seu ser à sua semelhança
mesmo que desagrade a muitos.
A autenticidade é um passo de nobreza
que fica bem a todos. O que os outros
pensam é deles, o que somos é que conta,
E, isso não pode mudar em função dos outros.
É compreensível que haja ajuste de personalidade 
para viver em sociedade, mas, nunca descurando 
a verdadeira identidade para agradar 
a meia dúzia de pessoas, que não lhe dizem nada
a não ser critica à sua maneira de ser. Possivelmente 
não têm algo mais interessante na vida 
senão o passear pela vida dos outros!
Pobres de espírito! Deixá-los ser assim!
Seja você mesmo, é esse o caminho certo
para ser saudável, além do exercício físico
e uma dieta à maneira, seja sempre fiel a si.
Quer faça sol, quer faça chuva sobre si
mentalize-se que o planeta é sempre o mesmo,
nada vai mudar porque você mudou e tudo 
o que tem que mudar é você que tem 
de determinar, não porque alguém quer assim!
Não pense que sou assim porque sou eu mesmo,
sou-o porque outros me ensinaram a ser assim
e sou igual a mim próprio. E, quanto ao assim
só para meia dúzia de pessoas que nada tem
a não ser uma máscara emprestada para desfilarem
na passarela de um mundo cor-ó-rosa.
O universo não tem uma cor definida, 
toda a cor é bem parecida quando respeitamos 
e somos respeitados. E, isto é que é aroma a rosa!

© Ró Mar

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

BOM E FELIZ NOVO ANO DE 2016




BOM E FELIZ NOVO ANO DE 2016


Chegando o final de mais um ano, em que provavelmente para muitos não foi fácil de digerir, cabe-nos continuar acreditando que tudo é possível com uma boa dose de boa vontade e o espirito renovado, para que o novo ano seja motivo de inspiração e muito mais. Que seja um ano diferente, de mudança, no bom sentido. Que traga a todos nós muita saúde, coragem e sobretudo paz. Que o mundo se torne mais homogéneo para que todos tenham de igual modo um papel relevante a desempenhar na sociedade. 
Agradeço a todos os amigos virtuais que me têm acompanhado ao longo do ano e desejo que sempre sintam que o meu coração continua convosco, apesar de distantes, têm um lugar cativo no meu coração. A todos o meu sincero desejo de um novo ano, repleto de alegrias, e o meu muito obrigado. Bem hajam. 
Estamos prestes a deixar um ano, que apesar de tudo nos deixa muitas saudades, quero e tenho muito em consideração que este até já seja um sempre presente nos vossos corações. Logo, logo, daqui a umas horas, vos espero com o mesmo carinho de sempre. 
BOM E FELIZ NOVO ANO DE 2016. 

© RÓ MAR

sábado, 17 de outubro de 2015

ERAM OS NOSSOS OLHOS E NADA MAIS


Imagem - Bellissime Immagini 


ERAM OS NOSSOS OLHOS E NADA MAIS


Amei-te, amaste-me… amámos-nos simplesmente pelo fértil imaginário dos nossos olhos e nada mais.
Bebeste o meu sal na avidez d’ um rio, percorreste o mar da minha alma, como se ele fosse a única corrente fecunda do oceano. Cruzamos-nos nos salgados e doces olhares e amámos-nos com toda a ondulação da maré alta. Fomos o desejo, o saciar… águas que vibraram ao céu em tonalidades de azuis e verdes, as cores dos nossos pensamentos. Foi um momento único que os olhares castanhos se beijaram ao azul e verde de dois corações apaixonados. Chamaste-me linda, querida, sereia… senti-me a mulher mais bela do oceano! Apenas um momento de intenso ardor que flamejou a chama do amor. Eram os nossos olhos e nada mais, tudo não passou d’ uma ilusão óptica! O que sentimos foi o reflexo do olhar que se deslumbrou pelo sonho, pelo desejo de um amar perfeito, pela avidez do instinto compulsivo. Os nossos olhos castanhos comungaram as ondas do horizonte em aromas agridoces na mais perfeita harmonia. As nossas íris alargaram-se à volúpia do pensamento e o nosso olhar percorreu a beleza e sensualidade do universo. Amei-te, amaste-me…amámos-nos simplesmente pelo fértil imaginário dos nossos olhos e nada mais.

© RÓ MAR