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terça-feira, 1 de março de 2016

RESPIRAR A SINGELEZA…




RESPIRAR A SINGELEZA…


Respirar a singeleza é ter dentro e fora de nós
O universo de sensações que permitem desencadear
Laços frutíferos que dão pela vida, nobres nós,
Amizades palpáveis que nos podem amar.

Do amor-próprio ao amor ao próximo um passo apenas
E tudo pode ser cousa pouca e muito mais que tudo!
Cabe-nos equilibrar o dia a dia nas mãos pequenas,
Que nos ensinam a trilhar os caminhos do mundo.

Não há medida certa para encontrar a felicidade!
Tenho em mente que a singeleza é quanto basta
Para amanhecer os dias e viver com naturalidade.

O que há de vir será sempre entusiasta
Desde que tenhamos plena consciência
Da pequenez que somos diante tal essência!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


A felicidade é tudo o que se usa dia a dia;
São as janelas abertas e muito mais que um dia;
São as cores da imaginação a florir a vida;
São todos os momentos que nos dão o ponto de partida.

Creio que a felicidade é roupagem nova,
Dentro ou fora de nós, e que o dia é outra trova
Quando se tem jardim plantado no coração;
Quando somos nós e outros também em canção.

Às vezes sinto que ela falha, não porque que queira,
Queremos nós tudo e não cousa pouca!
Pois é, a singeleza é a raiz mais frutífera e nossa cegueira
Leva-nos pelas encruzilhadas da vida doutra maneira!

© RÓ MAR

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O QUE SEMPRE RESPIRO




O QUE SEMPRE RESPIRO


As janelas estão abertas e há alfazema aos molhos!
Aqui, no meu jardim, tu és o perfume sem fim,
O que sempre respiro, a terna flor de jasmim,
A rosa que possui as meninas de meus olhos.

Se vens e partes que importa, se fazes parte de mim,
Se és a dona e senhora do meu coração,
E parte da minha alma, em pleno solstício de verão!
Que sejam sempre teus passos desejo em mim!

Se danças e voas é porque és flor mor,
Se és bela e fermosa é porque a natura assim o quis,
E parte de ti é a frase mais bonita que se diz.

Que sejam sempre teus traços meu amor!
Aqui, neste meu cofre, não há mais lugar 
Senão o espaço a respirar o teu terno amar.

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


As janelas estão abertas e há alfazema aos molhos!
Entra pelo jardim, vem sentar-te ao pé de mim,
Onde as paredes são lilases…rosa dos meus olhos
Que almeja beijar a mais terna flor de jasmim!

Entra pelo olor de meu eterno amor,
Onde o coração está à janela e a alma anda por aí,
Onde a felicidade tem um significado mor
Que inventa o perfume em mim…anda daí!

Entra pelo teu pé no meu cofre que abre em flor,
Onde os ponteiros não andam e o abraço é eterno,
Onde todo o silêncio é mais-que-perfeito ao amor
Que tenho para te dar em botão plácido e terno.

© RÓ MAR

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

RESPIRAR EM MÚLTIPLOS SENTIDOS




RESPIRAR EM MÚLTIPLOS SENTIDOS


No dia de hoje, que deveria ser especial,
É um dia, triste! Mas, quero ficar nesta, minha, janela, 
Por tempo indefinido, recordando o mais terno visual!
A vida assim o quis: que não ficasse sempre com ela!

Trago os olhos banhados de um sorriso oceânico,
Que perpetua o meu ser, porque ela assim quis!
Em todos os dias recordo aquele dia, melancólico,
Que não voltou atrás, mas, que tanto me diz!

Tanto que há no seu rosto a escrever ainda
Que não é a mais respirar, em múltiplos sentidos,
O presente do verbo amar pela sua/minha vida.

Tanto que há no meu coração, nada mais, nada menos
Que a grandeza do seu ser, a estrela alva que me guia,
Quiçá, a alma que compõe a minha poesia!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


As janelas são fontes de energia que camuflam
E também desprendem os mais diversos sentimentos;
São passagens sustentáveis a todos ares que circulam
Proporcionando o misto do que somos e imaginamos.

Nelas não há certezas de tempos, mas, há as vividas
Que originam uma complexidade de comportamentos;
Ora fechadas, ora abertas, são sempre cartas fechadas
Onde a escrita tem principio, meio e vários desfechos.

Por elas respiramos e viajamos, em múltiplos sentidos:
Ora à frente, ora à retaguarda; na horizontal, vertical, diagonal;
É tudo uma questão de posicionamento dos ângulos
Sujeitos, pretendidos e outros que sobrepõem ao visual!

© RÓ MAR

sábado, 6 de fevereiro de 2016

RESPIRO OS LÍRIOS DAS MANHÃS




RESPIRO OS LÍRIOS DAS MANHÃS


Ainda respiro os lírios das manhãs que jamais perfumarão!
Tanto fiz para propagar seu perfume, no tempo, em vão!
Que deslealdade, aproveitou o mais puro sentimento,
Que me tem assim…um projeto de vida sem fundamento!

Qualquer parte de nós é imprescindível para viver
Mas, não podemos viver um tempo que já não nos pertence
Apesar de termos sempre a recordar parte do nosso ser!
Quiçá ainda se perceba a origem do mais triste romance!

O tempo não volta atrás e há uma vida pela frente!
Mas que dói, dói, e muito, ver a vida da gente
Escapar entre os dedos num ápice de lucidez…

Que me tem assim… numa janela virada pró mar
Num presente sem amor e sem sonhos a perfumar!
Uma vida tão digna mergulhada numa pequenez!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


Existe uma casinha, nesta, minha, janela,
Virada pró mar onde respiro os lírios
Das manhãs… e tudo o que fiz por ela!
Que me tem assim… e partem os sonhos…

Ficam sempre as lembranças do que vivemos!
Nada é para sempre, nos mesmos lugares…
Nada é sempre um mar de génios e amores!
Ficam sempre as boas intenções que tivemos…

Num radar que emite à memória todo o momento
Que vivemos, intensamente, e é para sempre;
Vinculando a alma a um tempo, para sempre,
Transparecendo o coração de amor e descontento!

© RÓ MAR

RESPIRANDO LIVRE O AR PURO




RESPIRANDO LIVRE O AR PURO


Num mundo em que todos são manipuláveis
Só me resta ficar, num canto longe de certas luzes,
Num espaço sereno, no silêncio dos deuses,
Entre a terra e o céu, nos tempos saudáveis!

Não que seja mais que os outros, simplesmente
Não me vejo igual, eles não sabem o que fazem de mal!
Têm ideal idêntico e que por sinal não me é igual!
Quiçá não seja sempre este montão de gente!

A hipocrisia em que se encontram tem dias assim:
Que se vê à transparência! Que haja um tempo, sempre sim,
Onde todos possamos viver mundos de clareza

E saibamos aceitar os outros com toda a certeza!
Que eu possa assim ser, tão igual a mim, pelo presente,
Respirando livre o ar puro que tem a nossa natureza!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


Aqui, nesta, minha, janela, ou em qualquer lugar,
Sou tão igual a mim próprio que é difícil entender
Certas vertentes de um mundo modular!
Não porque não as escute, é uma maneira de ser!

Tenho as minhas ideias, quais prevalecem,
O meu estar quer dentro ou em redor de mim!
Sou sempre uma só pessoa e não me convencem
Que tenho que ser outra porque sim!

Aqui, sou eu e entre os mundos sou genuíno!
Sei que é complicada a autenticidade,
Sinto na pele as marcas de tal lealdade,
Ainda assim quero sempre a luz do meu hino!

© RÓ MAR

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

RESPIRO… QUE ME RESPIRAS




RESPIRO… QUE ME RESPIRAS


Hoje, respiro, o dia..., que me respiras
Orgulhoso de teres na mão a flor, de beleza,
Que cuidaste no teu jardim! Suspiras
Frescor do dia pela tua alma de certeza!

Hoje, respiro…, que me desabotoas a alma,
Perfumando o teu habitat com todas as pétalas,
Que cobres de beijos o chão, a cama
Dos desejos, em muitas outras falas!

Hoje, respiro…, que me desenhas, com clareza,
À semelhança de uma natureza querida,
Que me respiras pelos poros da pele de certeza!

Hoje, respiro…, o dia, que respiramos outra poesia!
Sinto que a utopia é real, versos de vida!
Sinto-me mulher em toda a geografia!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


Hoje, quero respirar a frescura da natureza!
Sentir que no teu coração sou flor estimada;
Que meus olhos são teus encantos nesta vida;
Que cuidas da minha alma regando-a de certeza!

Hoje, quero sentir-te, e assim, afirmar o dia,
Na palavra singela, que só tu podes dar!
Sentir-te, nesta, minha, janela, perfume de amar,
Rente ao coração, de certeza que é alegria!

Uma alegria diferente daquela imaginada
Todos os dias, sempre a mesma poesia!
Sentir que a utopia é real, versos de vida!
Sentir-me mulher em toda a geografia!

© RÓ MAR

domingo, 24 de janeiro de 2016

RESPIRAMOS MEIOS-DIAS




RESPIRAMOS MEIOS-DIAS


Porque me tens acesa, em entrelinhas,
Numa alma que sussurra que ainda me sonhas,
Escrevendo desejos nivelados ao horizonte,
Abraçando os lençóis vazios de mais uma noite!?

Porque me inventas, em palavras ocultas,
Quando te procuro e tanto me escusas!?
Que deixa é essa, que não me deixa livre
Para continuar o diálogo tão simples sempre,

Não são essas as palavras a dizer!
Temos muitos sentimentos nos olhares
Que morrem de saudades por não ser!

Momentos…e respiramos meios-dias,
Vivendo a labareda de amores,
Amuando o tempo em tristes melodias!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


Perco-me, não no teu corpo, esse é ausência!
Fazes-me perder, pela tua alma distante,
No teu querer desencontrado à minha essência!
Porque foges ao coração que te quer contente!?

Porque queres esconder-te de mim, meu amor,
Quando o que sentes, não é meu desamor,
É a saudade que bate à porta todos os dias
E te deixa a viver entre os meios-dias!?

Porque, não te deixas respirar pleno,
À luz do dia, contestas ao minuto o desafio
De um coração, obstando o que é tão óbvio!?
Perco-me sempre no nosso abraço ameno!

© RÓ MAR

sábado, 23 de janeiro de 2016

RESPIRO UMA `CIDADE DE VERDE´




RESPIRO UMA `CIDADE DE VERDE´


Passeando a minha antiga Lisboa, no centenário
Elétrico, respiro uma `cidade de verde´, flores aos molhos
Pelo Terreiro de Paço, Cais de Sodré e o velho cacilheiro;
A magia da noite é mar estrelado aos meus olhos!

Encontro-me do lado de cá da outra banda,
Na serenidade de uma vida que me é familiar,
Debuxando outro lado, o de lá, em sonhos de uma vida
Que tem tudo para ser a maior nação que se possa imaginar!

A noite é uma criança, minha alma eternamente
Apaixonada pelo Tejo, e outros olhares despertam a mocidade
Que traz o peito ancorado em filigrana sorridente…

Qual brilha tal a ombreira de um jovem marinheiro;
Arregaçando o fino tornozelo delineia-se o mar namoradeiro
Em aguarela de uno coração de cor verde!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


Por mais que a noite ofusque o meu espaço…
Há sempre uma janela prá `cidade de verde´, onde vejo,
A antiga Lisboa, o candeeiro a petróleo e o esquiço
traçando estendais de chitas e linho pelas varandas do Tejo.

Minha alma baloiça o céu de uma noite de ascensão
E o coração debuxa as linhas de uma outra cidade!
A minha cidade, onde a gente é bonita e sem vaidade,
Onde a noite é aguarela livre aos olhares que passam!

Por mais que a noite alongue nunca perde a graça...
Há a sortuda paisagem, que tem o miradouro da Graça
Dando forma ao Castelo, cores à rosácea da Catedral
Em mãos à luz da Sé, e renasce o novo portal!

© RÓ MAR
 

RESPIRO UMA EXISTÊNCIA OPRIMIDA




RESPIRO UMA EXISTÊNCIA OPRIMIDA


Como silenciar uma voz do coração que grita o que a alma sente!?
Como enfrentar um mundo que apedreja os sentimentos da gente!?
Quero ainda acreditar na vida e assim esquecer
O que a atrofia e não vejo alternativa que possa acontecer!

Respiro uma existência oprimida, que não é minha escolha!
Que posso fazer para que a vida me dê outra margem,
De alma liberta e coração apaziguado, nesta passagem!?
Quero ainda viver vida, que há em mim, e escrevo numa folha…

O que de mais sagrado há, espantando os fantasmas
E também vivendo os dias, noutra cor e na pele de outras almas,
Vestindo as estrelinhas, numa folha que ninguém lê!

Como posso ainda escrever amor, com todas as letras,
Quando meu coração soletra as mágoas em todas as linhas!?
Quero ainda acreditar que a vida não é o que se vê!

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


Como se pode estender a alma num mundo tirano!?
Como se pode viver uma vida sem o enfrentar!?
Como se pode controlar a vida, num respirar
Ofegante, exalando uma existência defronte ao desengano!?

Como se pode amar em chaga de um tempo pérfido!?
Como se pode viver uma vida, esquecendo
O mundo horripilante, num dia-a-dia em contramão,
Exasperando à sombra das paredes de solidão!?

Como silenciar uma voz do coração que grita o que a alma sente!?
Como enfrentar um mundo que apedreja os sentimentos da gente
Em frases feitas e atitudes que contagiam os frisos
Desta, minha, janela, entristecendo o dia, deixando-me sem sorrisos!?

© RÓ MAR 


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

RESPIRO O VENTRE QUE SOU




RESPIRO O VENTRE QUE SOU


Quero mui bem amar a natureza e dela poder desfrutar!
Quedo-me, na mais pura essência, onde respiro o ventre que sou!
Passeando de arbusto em arbusto, vejo, a raiz que brilhou,
Palavras, quais capazes, de mui amar;

Vejo campos de mui beleza, que se insinuam
Tão bem, que nem preciso de escrever para se ler
O quão é belo viver livre e amando os que nos amam!
Ainda assim anoto o que tanto quero ver crescer...

Numa folha branquela, interrompida pelo silêncio da natureza,
Brotam palavras que crescem em ramos de alfazema;
Sentem-se os cheiros à margem refletindo beleza...

De uma essência que tenho mui estimada para enaltecer
O capítulo que ouso assim compor, espelhando a serena alma,
Pelo universo que abre portas a este meu ser.

© RÓ MAR

ESTA, MINHA, JANELA




ESTA, MINHA, JANELA


O que temos de mais bonito é a simplicidade!
Que é luz que abre esta, minha, janela à verdade;
Que passeia a alma à beleza, de uma essência,
Que escreve no dia a mais pura poesia.

O que temos de mais nobre é o dom da inspiração!
Que é alma que abre pelo universo em diferente beleza:
Que passeia a vida, num campo de mui leveza,
Que escreve letras no perfume de um coração.

Quero mui bem amar a natureza e dela poder desfrutar!
Assim, sento-me no crescer dos dias e desfolho num versejar 
A singeleza, de todas as flores, que a memória colecionou;
Quedo-me, na mais pura essência, onde respiro o ventre que sou!

© RÓ MAR