terça-feira, 3 de outubro de 2017

OUTONO OCRE E BELO


Imagem - SAi$ONS


OUTONO OCRE E BELO


O meu poema é vento alado
De outono temperado, 
Brisa de primavera,
Baía rodada pelo mundo
E tem cheirinho a tudo
Que passa pela quimera.

O meu poema é folha ouro
Duma árvore de outubro,
Canteiro de setembro 
Que luz a pedra à calçada
De novembro e o rio Douro
Brinda o Tejo a Porto de vida.

O meu poema é singelo
E tem cheirinho a tudo
Que passa pela estação;
O fruto de alma e coração
Dum escrito afinado
Pelo outono ocre e belo.

© Ró Mar

TARDE QUE SE FAZ TARDE


Imagem - TURQUOi$E


TARDE QUE SE FAZ TARDE


Tarde que se faz tarde
Na longa espera que tarda,
Pelas horas lentas invade
O lustre da mansarda.

O tempo tem saudade,
Na longa espera que resta
Pelas paredes habilidade,
Virtude de uma fresta.

A tarde que demora,
No espelhado à janela
Ao encontro do amor vai ela,
Formosa em tom de amora.

O tempo arregaça o leito
No lençol marítimo verde,
Pela prega grava o peito,
Tarde que se faz tarde.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O CORAÇÃO TEM SEMPRE A PORTA ABERTA


Imagem - Zzig.comunidade 


O CORAÇÃO TEM SEMPRE A PORTA ABERTA


O coração tem sempre a porta aberta
Para tudo que o faz ser mais feliz, o ar
Puro da natureza e todo o verde desperta
Pelo seu caminho um outro dia para amar.

É novo tudo o que ainda tem a viver,
O que lhe dá energia para outro começo,
O dia tem momentos que o fazem ver
Noutra perspetiva de algum sucesso.

Todo o universo o ama incondicionalmente,
Pois ele, é figura pequena e autêntica,
Tem a expressão do que nunca mente.

A vida tem muitas vias mas há uma única 
Mais feliz, a constante procura e oferta,
O coração tem sempre a porta aberta.

© RÓ MAR

domingo, 1 de outubro de 2017

A PRIMAVERA DE OUTONO


Imagem - SAi$ON 


A PRIMAVERA DE OUTONO


A primavera de outono tem folhas 
Coloridas e muitas outras vidas;
Natureza que pinto e tu desfolhas
Desnovelando pétalas recônditas.

Dançamos ao som de um vento meloso,
Os frutos de outras épocas, colhemos 
O olor de uma estação de tempo milagroso
E vivemos o que sempre sonhámos.

O outono vai baloiçando entre o céu
E a terra e o sol põe as meninas ao léu;
Olhando-nos de frente e pelo presente,

Observando o que pinto e tu desfolhas,
Abre-se a outro verão em mil e uma folhas:
A primavera de outono que a gente sente.

© RÓ MAR

PELE DE OUTONO


Imagem - H Y P N O S E


 PELE DE OUTONO


Transparece algo outono 
Da pele de rosto jade
Que olha a vida com a alma
Moça de tenra idade.

Transparece a luz do olhar
Pela folha ocre que cobre
A mulher de meia-idade
E o tempo abre-se ao amar.

Pele de outro saber
Estação a todo o vento
Que olha pelo horizonte
A vida que quer viver. 

Olhar de outro semblante,
Estação que a descobre
E ela se dá de presente
Maduro em noite calma.

Transparece outra vida
Que a chama de mulher
E desnudando o belo ser
Renova a pele de outono.

© RÓ MAR