quinta-feira, 3 de maio de 2018

VOCÁBULOS SEM LETRA A


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Vocábulos sem letra A


No momento que penso o que escrever escrevo sem sentido próprio. Escrever é um exercício óptimo pró cérebro se for livre. Como tudo o que nos rege tem o seu estimulo, exprimindo o sentir ouso compreender o sentido. Escrever é, pois, um premente exercício e monólogo que me quer e eu o quero conhecer melhor! Por isso, escrevo o que escrevo, escrevo simplesmente por escrever, porém, sei que nos sucedemos melhor no projecto de um dizer. Contudo, eu sou isto e isto é o que no meu ver tem que ser porque é genuíno. 
No momento que escrevo sou eu (sem léxico). O que eu escrevo hoje tem um discurso diferente! Que posso eu escrever sem incluir o sentimento!? Princípio dos princípios, vinculo que tenho com o meu querido português!? O verbo que, emerge e quero sempre exprimir, hoje escrevo d´outro modo porque pensei nele em espírito e por isso premeio o céu. Todos os modos têm o seu signo explicito e o que hoje escrevo, sem que pense muito, é dizer que me tem em discurso com o mundo. Hoje, o meu português é diferente, nem sei se é um bom português! Porque, mesmo com muito querer, nem sempre posso escrever o que quero - o "modo" que é muito meu, confidente, querido e que me tem preso pelo universo.
No momento escrevo um conjunto de signos, que nem sei se os pensei, simplesmente escrevo, e provo que posso exprimir o sentimento uno sem o "modo" que me tem no elo de um português pelo universo.
No momento o meu sentimento é muito sentido, é um gesto em movimento que pretende conseguir exprimir todo o sentimento de um eu que me conhece bem e de um mundo que me prende o movimento. Em "modo" de ser e vinculo findo este meu momento e vou indo pelo outro tempo, é possível que busque o céu, um "modo" diferente e sempre idêntico. Em tempos escrevi e presumo que hoje escrevo, por escrever, e que é de longe melhor esquecer o que penso e viver o momento.

© Ró Mar

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O ALTO CÉU POR INSTINTO




RAÍZES P' RA LÁ DO RIO,

O ALTO CÉU POR INSTINTO


No ribeiro manso, perto de uma azinhaga,
Vive sempre alguém em busca da primavera,
Onde flui água reminiscente de uma entrega
Passiva e total à permuta da quimera.

Quimera que, não é uma mera quimera,
Passeia pelo astrolábio daqueles, doutos seres,
Que asfixiam em terra e não em estratosfera,
Pois, idealizam consonante seus viveres.

Típico dos que vivem na lua, não na lua
Mas sim no ribeiro manso de um labirinto,
Muito próprio e intemporal que sempre atua.

Reação passional dos seres que procuram
Entre as margens o infinito e encontram
Raízes p' ra lá do rio, o alto céu por instinto.

© Ró Mar

quinta-feira, 5 de abril de 2018

BEIJO, BEIJAS COMO AS FLORES DE JARDIM


Imagem - Bellissime Immagini


BEIJO, BEIJAS COMO AS FLORES 

DE JARDIM


Face a face como as flores de jardim
Que iluminam os dias em novas primaveras,
Mais p' ra cá do que p' ra lá deste varandim
Em que me debruço e vislumbro quimeras.

Face a face como pestanas que regalam
Os dias, espreguiçando os olhos na maciez
De peles, dando cor à vida dos que amam
Sempre mais e mais do que uma simples vez.

Em vez de pensar no bem-estar de um colo
Beijo, beijas como as flores de jardim
Que beijam assim: lado a lado - o consolo;

Olhos nos olhos, de sorriso ávido...
Beijo, beijas como as flores de jardim
Que naturalmente perfumam o mundo. 

© Ró Mar

domingo, 25 de março de 2018

PELA 'ROSA' DAS ROSAS DO JARDIM


Imagem : Rosas em Poesias


PELA 'ROSA' DAS ROSAS DO JARDIM


P' ra uma multidão a componho, 
Uma harmoniosa poesia, 
Essência de raro olor, melodia
D' um dia maior que em todos nós sonho.

A virtude que se prende ao universo
Tem rara natureza em si estampada
E conta dias em múltiplos de vida,
Raízes de amanhecer em riste verso.

Sentir que nos dilata a um abraço
Em forma de poema, inicial
De mui letras gravadas, pelo espaço.

Cantando nós à língua de uno fim
Em pétalas, primaveril plural,
Pela 'Rosa' das rosas do jardim.

© Ró Mar

quinta-feira, 22 de março de 2018

FLOR DE UNO SER


Imagem - F L E U R



FLOR DE UNO SER


Flor de uno ser abre em pétalas de açucena,
Pelo amanhã que a gente tem para viver,
Livre de utopias e em poesias de se ver,
Para que haja una felicidade plena.

Primavera d' uma estação deixa florir
O coração da nação pelo ano inteiro,
Em raízes d' um cheiro imenso, a sorrir
Pelo universo flores d' um lindo canteiro.

Canteiro de ar namoradeiro ao peito
E alva estrela a brilhar num céu que nos ame
De verdade, quiçá abraço de uno encanto!

Flor de uno ser beija a noite e acaricia o dia
Pelo solstício d' uma era que sempre clame
Natureza pela virtude de una poesia.

© Ró Mar